Trekking de travessia entre a Vila Capivari e Santo Antônio do Itambé.
Participaram: Aldem, Andrea, Danielle, Fabio, João, Marcondes, Renato, Teófilo, Ticiana
Com 2044 metros de altitude, O Pico do Itambé, também conhecido como "Teto do Sertão Mineiro", é o ponto culminante da Serra do Espinhaço e está protegido por um Parque Estadual de Minas Gerais. Este Parque foi o destino de uma visita do Grupo de Caminhadas de Brasilia no Carnaval de 2012 (19 a 21 de fevereiro).
Foto 1: Vista do Pico do Itambé
O grupo saiu de Brasilia em três levas diferentes: um carro na sexta de manhã, um carro e uma moto na sexta à tarde e uma moto mais à noitinha. O ponto de encontro foi o pequeno e pitoresco povoado de Capivari, que fica no sopé do Pico.
Atendendo ao costume local, nos distribuímos para dormir nas casas dos moradores, que buscam na hospedagem de turistas uma complementação de renda. Fomos muito bem recebidos no autentico estilo da hospitalidade mineira, com direito a muitas horas de boa prosa. Ficamos muito felizes de reencotrar o Salvador, que haviamos conhecido (Fabio e Andrea) em nossa primeira visita ao Itambé, 10 anos atrás.
Foto 2: Receptivo familar da Neném - ótima comida!
Na manhã do dia seguinte, iniciamos a caminhada. O objetivo do "trekking" foi subir o Pico do Itambé pela trilha de Capivari, dormir em seu topo e continuar pela trilha que desce para Santo Antônio do Itambé, retornando para Capivari pela trilha dos tropeiros, que passa ao sul da montanha. A caminhada iniciou-se de forma bem tranquila, por estradinhas de terra seguindo em direção à serra. Logo estávamos na trilha, subindo os vários platôs para vencer os quase 900 metros de desnível entre a base e o topo do Itambé. A vista começava a se ampliar, permitindo contemplar as outras serras ao redor.
Foto 3: Paisagem vista da subida ao Pico do Itambé
O trecho final até o cume foi árduo, com vários trechos de escalaminhada, exigindo bastante atenção e disposição de todos.
Foto 4: Trechos finais da subida.
Ao chegar ao topo, o grupo foi "presenteado" com um manto de névoa que obstruiu qualquer possibilidade de vista, seja do céu, seja das paisagens abaixo. Mas isso não tirou a animação de ninguém, principalmente de uma valente roda de prosa que esticou o papo até bem tarde, apesar do vento, da neblina e do friozinho de 15 graus celsius.
O outro dia ainda amanheceu dentro da nuvem. Então desarmamos o acampamento, chegamos ao cume para tirar fotos do grupo e de uma construção que está em ruínas, apesar de abrigar uma repetidora de telefonia celular. Seria um ótimo local para um abrigo de montanha....
Foto 5: Grupo no cume do Pico do Itambé
A trilha de descida, ao contrário da do dia anterior, estava muito bem marcada e era de relevo muiiiito mais suave. Portanto, a caminhada foi bem tranquila montanha abaixo. Em algumas horas, chegamos à estradinha de terra que nos levou de volta a Santo Antônio do Itambé e a "civilização", com uma parada para um belo banho na cachoeira do Neném. Acabamos, por motivos vários, não realizando o retorno para Capivari pela trilha dos Tropeiros. Ou seja, temos um bom motivo para voltar a trilhar novamente por estas terras altas de Minas....
Vejam as fotos do Aldem aqui.
OBS: Solicite informações ao IEF Minas antes de qualquer atividade no Parque Estadual do Pico do Itambé, ou qualquer outro parque estadual. Atividades de travessia como a relatada nesta postagem necessitam de autorização prévia.
Excursionismo é o termo utilizado tradicionalmente no Brasil para denominar o conjunto das diversas atividades praticadas em ambientes naturais tais como caminhada, escalada, montanhismo, canoagem, canionismo, mountain bike e outras. Este blog serve para registrar as nossas andanças pelo cerrado, por nosso país e pelo mundo afora. Esperamos que possamos inspirar outros para conhecer as maravilhas que nos esperam nos ambientes naturais.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Duas belas montanhas em um fim de semana: P1414 e P1389
Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, começamos a temporada desse ano de excursões aos cumes do Planalto Central. Nosso destino foram as duas belas P1414 e P1389 localizadas no território dos Kalungas na porção norte da Chapada dos Veadeiros. Para quem ainda não está familiarizado, essas montanhas não foram balizadas pela população local e nem pelos cartógrafos do IBGE. Sendo assim, temos o costume de chamá-las pelas altitudes que elas têm em relação o nível do mar. Neste caso, uma tem 1414 metros e a outra 1389. Aí estão elas:
P 1414
P1389
Saímos no sábado às 6h30 da Toca da Coruja rumo à Cavalcante. Formamos um grupo de 4 pessoas: Andrea, Fabio, Ernesto e Orlando. A estrada até Teresina de Goiás está em péssimo estado. Buracos e mais buracos. Passamos por Cavalcante e seguimos na estrada em direção ao Engenho II. O objetivo do dia foi subir o P1414 localizado a cerca de 15 km do Engenho. Deixamos o carro em uma fazenda próxima à montanha, pegamos nossas mochilas de ataque e pé na trilha.
Caminhamos cerca de 3km por trilhas de gado, cruzamos uma vereda e campos encharcados até a base do morro. A partir de então, duas horas e meia de vara mato e trepa pedra até chegar no cume. A ralação foi compensada pela vista que tivemos do cume. Avistamos dois ícones da Chapada dos Veadeiros: o Dedo do Moleque, nosso velho conhecido, no Vão do Moleque e o P1091, no vão do Almas. Lembramos das lindas e quentes paisagens do Triângulo dos Kalungas.
Dedo do Moleque
P1091
Descemos em cerca de 1hora e meia e voltamos em tempo de montar o acampamento num campsite perfeito, tomar um bom banho num córrego de águas cristalinas e ainda curtir um pôr do sol maravilhoso com boa conversa. Bão demais!! As fotos falam por si mesmas.
No dia seguinte, partimos para o P1389. Fizeram o ataque ao cume somente Orlando e Ernesto, pois Andrea estava com o joelho machucado e o Fabio ficou fazendo companhia na base. A ascensão foi tranquila com vara mato e trepa pedra. Infelizmente, esses morros não têm trilha de acesso ao cume porque não são quase nunca visitados. A cultura do montanhismo ainda precisa ser cultivada no Planalto Central. Em cerca de 1hora, eles chegaram ao cume. Fizemos contatos por rádio e descobrimos que o livro de cume estava repleto de formigas, queimado, totalmente danificado. A descida durou aproximadamente 40 minutos.
Ernesto e Orlando no cume do P1389
Na volta para casa, paramos para comer uma deliciosa pizza na Oca Lila em Alto Paraíso. Celabramos as ascensões, o ótimo tempo, o contato com os amigos, a vida ao ar livre. Uma ótima combinação: ralação e curtição na medida certa!
Da erquerda para direita: Orlando, Fabio, Andrea e Ernesto
Elaborado por: Andrea Zimmermann
P 1414
P1389
Saímos no sábado às 6h30 da Toca da Coruja rumo à Cavalcante. Formamos um grupo de 4 pessoas: Andrea, Fabio, Ernesto e Orlando. A estrada até Teresina de Goiás está em péssimo estado. Buracos e mais buracos. Passamos por Cavalcante e seguimos na estrada em direção ao Engenho II. O objetivo do dia foi subir o P1414 localizado a cerca de 15 km do Engenho. Deixamos o carro em uma fazenda próxima à montanha, pegamos nossas mochilas de ataque e pé na trilha.
Caminhamos cerca de 3km por trilhas de gado, cruzamos uma vereda e campos encharcados até a base do morro. A partir de então, duas horas e meia de vara mato e trepa pedra até chegar no cume. A ralação foi compensada pela vista que tivemos do cume. Avistamos dois ícones da Chapada dos Veadeiros: o Dedo do Moleque, nosso velho conhecido, no Vão do Moleque e o P1091, no vão do Almas. Lembramos das lindas e quentes paisagens do Triângulo dos Kalungas.
Dedo do Moleque
P1091
Descemos em cerca de 1hora e meia e voltamos em tempo de montar o acampamento num campsite perfeito, tomar um bom banho num córrego de águas cristalinas e ainda curtir um pôr do sol maravilhoso com boa conversa. Bão demais!! As fotos falam por si mesmas.
No dia seguinte, partimos para o P1389. Fizeram o ataque ao cume somente Orlando e Ernesto, pois Andrea estava com o joelho machucado e o Fabio ficou fazendo companhia na base. A ascensão foi tranquila com vara mato e trepa pedra. Infelizmente, esses morros não têm trilha de acesso ao cume porque não são quase nunca visitados. A cultura do montanhismo ainda precisa ser cultivada no Planalto Central. Em cerca de 1hora, eles chegaram ao cume. Fizemos contatos por rádio e descobrimos que o livro de cume estava repleto de formigas, queimado, totalmente danificado. A descida durou aproximadamente 40 minutos.
Ernesto e Orlando no cume do P1389
Na volta para casa, paramos para comer uma deliciosa pizza na Oca Lila em Alto Paraíso. Celabramos as ascensões, o ótimo tempo, o contato com os amigos, a vida ao ar livre. Uma ótima combinação: ralação e curtição na medida certa!
Da erquerda para direita: Orlando, Fabio, Andrea e Ernesto
Elaborado por: Andrea Zimmermann
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Travessia Alto Paraíso- P1518-Sertão Zen - Vale do Moinho
Começamos a caminhar na sexta-feira , 08 de julho, depois das 23h. Subimos o Morrão e tivemos uma tranquila e estrelada noite num bivaque em meio a um campo limpo, com direito a assistir o pôr da lua crescente e ver estrelas cadentes.
No dia seguinte, parte do grupo levantou ainda antes do sol nascer, curtindo a alvorada a partir do ponto mais alto do Morrão. Após um breve "desayuno", saímos cerca de 8h pela trilha principal para o Sertão Zen.
Depois do Portal de Maetreya, seguimos rumo à Serra da Baliza para alcançar a base do P1518. Como esta montanha é muito pouco visitada, não há trilhas. Fizemos a ascensão com trepa pedra e vara mato.
Chegando ao cume pretendíamos assinar o livro de cume deixado por nós anos antes na nossa primeira visita. Entretanto, o livro estava inutilizável. Parece que um raio caiu ali e destriuiu o papel. Oba! Vamos ter que voltar alí para deixar um novo livro a fim de registrar visitas de excursionistas.
Domingo, 10 de julho, fizemos a trilha do Sertão Zen para o Vale do Moinho. O percurso de distancia da trilha original de retorno a Alto Paraíso para alcançar uma crista estreita que chega na estrada do Moinho. Este trecho é muito mais difícil que a trilha normal, mas também é muito mais "legal", propiciando vistas fantásticas dos paredões de rocha da serra, do vale do moinho e das cachoeiras do outro lado do vale.
A parte mais dura da caminhada foi o final: caminhar 4km na estrada de terra do vale do Moinho, sob o sol do meio dia, até chegar em Alto Paraíso. Encerramos as atividades com um almoço no restaurante Oca Lila.
Quem quiser ver mais fotos, basta acessar o Flickr do Roberto Ribeiro: http://www.flickr.com/photos/ robertofig/sets/ 72157627195206596/
Esse foi um daqueles finais de semana super bem aproveitados em um lugar lindo, com pessoas ótimas. Até a próxima!
Elaborado por: Andrea Zimmermann
Fotos: Andrea Zimmermann e Fabio Araújo
Participantes: Andrea, Fabio, Orlando, Cinara, Bernhar, Luiza, Roberto, Roberto Alves e Leonardo.
No dia seguinte, parte do grupo levantou ainda antes do sol nascer, curtindo a alvorada a partir do ponto mais alto do Morrão. Após um breve "desayuno", saímos cerca de 8h pela trilha principal para o Sertão Zen.
Trilha rumo ao Sertão Zen
Depois do Portal de Maetreya, seguimos rumo à Serra da Baliza para alcançar a base do P1518. Como esta montanha é muito pouco visitada, não há trilhas. Fizemos a ascensão com trepa pedra e vara mato.
Chegando ao cume pretendíamos assinar o livro de cume deixado por nós anos antes na nossa primeira visita. Entretanto, o livro estava inutilizável. Parece que um raio caiu ali e destriuiu o papel. Oba! Vamos ter que voltar alí para deixar um novo livro a fim de registrar visitas de excursionistas.
Proximidades do P1518
Olha aí o livro de cume destruido...
Descemos a montanha por uma crista pouco nítida e alcançamos o rio pouco antes da cachoeira do Sertão Zen. Passamos o dia curtindo a água fria, boas conversas, sonecas e caminhadas pelos arredores. Passamos a noite bivacando nas rochas da cachoeira e presenciamos um incrível amanhecer no vale do rio Macaco. Grupo nas rochsa da cachoeira
Amanhecer no Sertão Zen
Domingo, 10 de julho, fizemos a trilha do Sertão Zen para o Vale do Moinho. O percurso de distancia da trilha original de retorno a Alto Paraíso para alcançar uma crista estreita que chega na estrada do Moinho. Este trecho é muito mais difícil que a trilha normal, mas também é muito mais "legal", propiciando vistas fantásticas dos paredões de rocha da serra, do vale do moinho e das cachoeiras do outro lado do vale.
Descida do Morro da Pedra Ruim
A parte mais dura da caminhada foi o final: caminhar 4km na estrada de terra do vale do Moinho, sob o sol do meio dia, até chegar em Alto Paraíso. Encerramos as atividades com um almoço no restaurante Oca Lila.
Quem quiser ver mais fotos, basta acessar o Flickr do Roberto Ribeiro: http://www.flickr.com/photos/
Esse foi um daqueles finais de semana super bem aproveitados em um lugar lindo, com pessoas ótimas. Até a próxima!
Elaborado por: Andrea Zimmermann
Fotos: Andrea Zimmermann e Fabio Araújo
Participantes: Andrea, Fabio, Orlando, Cinara, Bernhar, Luiza, Roberto, Roberto Alves e Leonardo.
Carta imagem da travessia
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domingo, 26 de junho de 2011
TRIÂNGULO DOS KALUNGAS
O Triângulo dos Kalungas é um circuito de caminhada que conecta, por trilhas, três regiões habitadas no território quilombola da borda norte da Chapada dos Veadeiros: o Engenho, o Vão do Moleque e o Vão de Almas. Em cada uma destas três regiões existe uma montanha emblematica: o P1414 (nas proximidades do Engenho 2, e ponto culminante do território quilombola, com 1414 metros de altitute, sem nome local ); o Morro do Moleque (no Vão do Moleque) apelidado por nós de Dedo do Moleque; e o Morro do Moleque do Vão de Almas, conhecido por nós como P1091 (pois tem 1091 metros de altitude) . As três montanhas foram escaladas por nós anos antes. Idealizamos este trekking quando atingimos o cume do P1414 e visualizamos as duas outras montanhas.
Este relato conta a primeira expedição para completar o circuito, com a participação de: Andrea Zimmermann, Fabio França, Aldem Bourscheit e Ticiana Pontes.
Dia 0 – 17 de junho de 2011
Saímos de Brasília às 21h30 rumo à Cavalcante onde fomos muito bem recebidos na Pousada Aruana para o pernoite. A pousada é ótima e tem uma café da manhã maravilhoso. Vale a pena se hospedar lá quando for a Cavalcante: www.aruanacavalcante.com.br
Dia 1 – 18 de junho de 2011
Itinerário: P1414 - proximidades da cachoeira do Curriola Distância percorrida: 17km Tempo de caminhada: 7 horas |
Deixamos o carro próximo ao P1414. A trilha se inicia próxima à sede de uma fazenda ao cruzar um córrego de águas cristalinas e uma vereda. A paisagem marcou um belo começo de caminhada com campos rupestres floridos que cobriam as serras ao redor. Durante todo o dia, encontramos trilhas seguindo para diversas direções, convidando-nos a uma navegação atenta.
Seguimos até a cachoeira do Curriola que estava com um belo poço, mas quase sem água na queda. Pretendíamos dormir nos arredores da cachoeira, mas como não achamos um bom camp site, seguimos três quilômetros adiante e acampamos entre serras próximo a uma nascente.
Dia 2 – 19 de junho de 2011
Itinerário: Camp 1 – Vão do Moleque – Raizama Distância percorrida: 25km Tempo de caminhada: 8 horas |
Começamos a caminhar as 8h da manhã com o sol mostrando que o dia seria bastante quente. Descemos a serra para o Vão do Moleque por uma trilha sinuosa na mata que seguia muitas vezes por um veio onde provavelmente corre água na chuva. Na descida, avistamos algumas vezes o Dedo do Moleque.
Já no Vão, caminhamos por uma área plana até chegarmos na casa da Dona Valeriana na metade do dia. A partir daí, tivemos uma penosa caminhada pela estrada de terra, sem passar nem um carro para nos dar uma carona. O sol de meio dia no lombo por duas horas estava nos consumindo até que chegamos à casa do Martinho e da Santina (que serviu de campo base para as ascensões do Dedo do Moleque). Aí foi só alegria! Matamos a saudade dos velhos amigos, comemos uma rapadura com mandioca e amendoim deliciosa preparada pela Santina e o Martinho ainda se dispôs a nos acompanhar carregando as mochilas no cavalo até o alto da Serra de São Pedro que dá acesso ao rio Paranã.
Com a temperatura mais amena, seguimos mais um trecho pela estrada e, no pé da serra, alcançamos uma trilha bem marcada repleta de pau santo florido e lindas vistas do Morro do Moleque.
Com o cair da noite, chegamos a uma área mais plana no alto da serra, conhecida como Raizama, onde acampamos no quintal de um casal de Kalungas.
Dia 3 – 20 de junho de 2011
Itinerário: Raizama – Rio Paranã Distância percorrida: 8 km Tempo de caminhada: 3 horas |
Nosso terceiro dia foi curto. Saímos às 8h45 da casa do Antônio, com um burro carregando as mochilas. Atravessamos a Serra de São Pedro para chegar a uma praia de areia branca na margem do rio Paranã. O lugar é conhecido como “Remansão”. Decidimos passar o dia curtindo a praia e a frequente visita de dois botos que vivem naquelas águas.
Dia 4 – 21 de junho de 2011
Itinerário: Rio Paranã-P1091 Distância percorrida: 23 km Tempo de caminhada: 8 horas |
Para compensar a curtição de ontem, acordamos às 4h30 e começamos a caminhar 6h, antes do sol nascer. Essa estratégia foi ótima, pois aproveitamos as horas mais frescas do dia e conseguimos avançar bastante.
Depois de cerca de uma hora de caminhada, avistamos a primeira vez o P1091 com a certeza de que o Triângulo dos Kalungas agora estava quase completo. Caminhamos até as 11h30 e decidimos parar na beira do córrego Gameleira para esperar as horas mais quentes do dia passarem.
Recomeçamos nosso percurso às 14h e caminhamos rumo ao P1091, por uma trilha onde passava uma antiga estrada. A trilha passa próximo à base da montanha, facilitando um ataque ao cume em uma próxima vez. Por volta de 17h, montamos acampamento na beira do córrego Capivara (no mapa topográfico, está identificado erroneamente como rio Maquiné).
Dia 5 – 22 de junho de 2011
Itinerário: Acampamento no córrego Capivara – Engenho 2 Distância percorrida: 22 km Tempo de caminhada: 9 horas |
Depois da avaliação do estado da equipe (uma pessoa com joelho machucado e outra com os pés cheios de bolhas), decidimos contratar dois kalungas e seus burros para carregar as mochilas no último dia de caminhada.
Saímos 7h30 da manhã. Desviamos da trilha que originalmente havíamos marcado no mapa e inserido no GPS pois, segundo o rapaz que estava conosco, por lá os cavalos não conseguiriam seguir. No trajeto para o Engenho 2, atravessamos o córrego Capivara várias vezes em trechos inviáveis de passar sem molhar os pés. A trilha tem um longo trecho de aproximação da serra e depois mais um longo percurso de subida por mata seca e um terreno pedregoso.
Chegamos ao Engenho 2 às 16h. O Paulino dos deu uma assistência ótima. Conseguiu uma moto para ir com o Fabio pegar o carro, enquanto descansamos.
Enfim, o Triângulo dos Kalungas passou a ser uma realidade para nós. Em cinco dias, percorremos 95km de trilhas em paisagens fantásticas, com ótima companhia, conhecendo e interagindo com a cultura dos quilombolas. Tem coisa melhor?
Elaborado por: Andrea Zimmermann
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Uma visita à Serra da Baliza
Aproveitamos o feriado de 07 de setembro para conhecer mais um cantinho do Planalto Central: a Serra da Baliza (1494m snm). Foi uma caminhada fácil de umas três horas a partir de Alto Paraíso.
quinta-feira, 10 de junho de 2004
P1091 - Quando chegamos ao cume!
Após três tentativas frustradas de conquista do P1091, nossa expedição formada por Andrea, Fabio, Jamal, Carla e Sonia, conseguiu atingir o cume da montanha.Saímos na quinta-feira (10/06/04) de Brasília aproximadamente 9h30min da manhã. Como tínhamos um feriado pela frente, não nos apressamos muito. Seguimos até Teresina de Goiás e de lá mais aproximadamente 14 km até a entrada da fazenda onde começa a estrada para o Vão do Almas. A estrada até a fazenda Caldas (onde deixamos os carros) foi reparada e o Gol da Carla passou tranqüilamente. Assim, deixamos os carros (um Vitara e o Gol) no início da subida da Serra da Boa Vista e, já eram mais ou menos 16h30min quando começamos a caminhada. Encontramos alguns calungas e eles nos disseram que o P1091 é chamado Morro do Moleque. Para nós, continuou sendo P1091, já que existe o Morro do Moleque do Vão do Moleque também na região dos Calunga.
Decidimos dormir no ranchão dos calungas na primeira noite. Foi tudo de bom! Céu super estrelado refletindo nas águas calmas do rio Almas, bate papo e descanso para o próximo dia.
Acordamos 6h00min na sexta-feira. Seguindo os waypoints da Ritinha, atravessamos o rio Almas no final da estrada (a água não passava do meio de nossas pernas).Caminhamos inicialmente por um terreno praticamente plano coberto por gramíneas e alguns arbustos (campo sujo) e depois por uma seqüência de morrinhos até atingir um curso d’água afluente do rio Almas. Nesse trecho, desviamos do tracklog da Ritinha e decidimos acampar próximo ao rio onde tinha um pocinho legal para tomar banho.
Eram 12h30min quando começamos nossa aproximação para a base do P1091. Em linha reta, estávamos a 1,3km de lá. Nesse trecho, há diversas trilhas de circulação dos calungas mas nenhuma seguia diretamente para a montanha. Depois de 40 minutos, estávamos na base. Parecia tão perto e ao mesmo tempo tão longe... A visão da montanha de perto revelava nossa via, a Diretíssima do P1091. A estratégia seria seguir pela crista da frente e atacar a parte mais alta da montanha diretamente. Apesar da vontade de tentar a investida ao cume no mesmo dia, depois de algumas divergências, achamos melhor descansar e fazer uma escalada alpina. Ou seja, acordar de madrugada e ter tempo suficiente para a subida. Passamos o resto do dia tomando banho de rio, arrumando nossas mochilas e planejando o ataque ao cume.
Como combinado, acordamos às 4h00min da madruga e às 5h07min iniciamos a caminhada de aproximação. 5h54min estávamos na base e agora era só “arriba”, “arriba”! A subida começa com uma inclinação de uns 30º que logo aumenta para aproximadamente 45º e depois para uns 55º no trecho final até a parte rochosa. A medida que subíamos, o cume nos revelava surpresas. Avistamos uma fenda larga que separava o cume principal de um cume secundário. Não há trilhas. Todo o caminho é formado por pedras de variados tamanhos encaixadas superficialmente na terra mas que rolavam com facilidade quando pisamos nelas. Além disso, há muitas canelas de ema e, a cada vez que escorregávamos, ganhávamos alguns espinhos que incomodavam um pouco. Para alcançar a fenda (parte rochosa), subimos por uma crista na lateral esquerda que aparentemente era mais suave mas também era pirambeira total.
A fenda final era larga e arborizada. Escalaminhamos uma via de 2º grau de pedras soltas, bastante mato e médio grau de exposição. Enfim atingimos a rocha. Humm.... escalada! Oba! Encontramos uma via de 3º grau com passagens de 5º grau. O Fabio seguiu guiando numa via relativamente bem protegida. As proteções foram feitas com friends e fitas em uma árvore. Utilizamos a corda dupla de 50m que permitiu escalar duas pessoas na mesma corda agilizando a subida. Para animar os caminhantes que não escalam, só eu e o Fábio somos escaladores do grupo todo. Jamal, Carla e Sonia subiram de bota, carregando mochilas e foi mole, mole!
A escalada em rocha ainda não nos levara ao cume. Subimos por um trecho de mato mais uns 20 metros até realmente alcançar “la cumbre”. Ele é composto por pedras de tamanhos variados e arbustos de cerrado. Não há áreas planas para acampar. Passamos uma hora no cume. A vista é maravilhosa! Não conseguimos ver o Dedo do Moleque mas acho que avistamos a cachoeira da Capivara. Fizemos um totem e deixamos o livro de cume devidamente embalado para o registro de próximas expedições. Paz, harmonia e felicidade! Tudo de bom! Testamos o celular e, funciona! Tem sinal! Ligamos para a Ritinha e para o David.
Antes de comemorar o sucesso da expedição faltava um mero detalhe: a descida até a base. A conquista de uma montanha só vale mesmo se a equipe voltar sã e salva. Descemos por um trecho diferente da subida mas na mesma direção onde encontramos uma árvore resistente para ancorar nosso rapel. Fizemos três rapeis até a fenda. Na descida, decidimos rapelar na parte mais exposta onde subimos escalaminhando solo. Essa estória de que pra baixo todo santo ajuda, humm....., não é bem assim não. Foi dureza a trilha para baixo mas, entre escorregões e espinhos de canela de ema, salvaram-se todos. Chegamos ao acampamento base às 18h15min.
Reunindo as últimas forças que nos restavam, desarmamos o acampamento, arrumados as mochilas e decidimos iniciar o retorno. A volta no escuro foi muito complicada. Duas pessoas estavam com as lanternas quebradas e uma acabou se machucando ao tropeçar em uma pedra. Apesar do cansaço de todos, conseguimos chegar ao lugar de travessia do rio Almas onde dormimos na praia de areia.

Nascer do sol no P1091
Jamal inspirado...
Rumo ao cume
Aproximação do trecho rochoso
Cume do P1091Relato elaborado por: Andrea Zimmermann
Fotos: Jamal ...
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