sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Circuito do Monte Ocre - ITALIA



O Monte Ocre é uma montanha localizada no Parque Regional Velino-Sirente na região de Abruzzo, na Italia.  Fizemos a caminhada na companhia de membros da Associação Trekking Itália.  Estavamos em Roma desejando uma trilha nas montanhas! Procurando na internet, encontramos essa galera super organizada e muito gente boa  - www.trekkingitalia.org  Fomos ao encontro semanal do grupo, nos associamos e no domingo, 28 de julho, já colocamos as botas na trilha juntos.




A caminhada tem cerca de 15 km e 600 metros de desnivel.  Começamos caminhando por uma estradinha de terra e em seguida segue montanha acima ziguezaguendo a encosta sem um traçado bem definido (tipo vara mato mesmo).  A turma subia animada conversando e fografando as lindas paisagens de campos de altitude.



Chegamos ao cume do Monte Ocre as 13h. Lá fizemos um lanche e ficamos um bom tempo contemplando o visual da area. Infelizmente, o calor do  verão italiano já tinha derretido toda neve das montanhas do Parque.


Continuamos o circuito com mais belas vistas e chegamos aos carros as 17h. Para fechar o dia com chave de ouro,  curtimos uma festa tipica italiana com musicas populares ao vivo, queijos, presuntos e cervejas artesanais.


Adoramos o dia! Agradecemos aos novos amigos da Trekking Italia!

Elaborado por:  Andrea Zimmermann e Fabio Araujo




















domingo, 21 de abril de 2013

Travessia da Serra da Bulcaina


Aproveitamos o feriado da Semana Santa para explorar as belas e recortadas cristas da Serra da Bulcaina, localizada na região de Padre Bernardo em Goiás.  Esta Serra não se constitui em um maciço isolado.  Faz parte de um conjunto de outras serras das redondezas com potencial para muitas outras caminhadas.

Primeiro dia - 29/03/13  (Brasília - Acampamento Base)

Saímos de Brasília cerca de 10 horas da manhã. Seguimos rumo a Padre Bernardo e depois em direção à Niquelândia.  Chegamos no sítio que fica na base da Serra próximo das 16h30.  A viagem poderia ter sido mais rápida, mas ficamos esperando algumas horas o Renato (que veio de Minaçu) .

Tivemos uma ótima acolhida ao chegar na montanha.  A família do Senhor Bonifácio é muito carinhosa e gentil.  

 Foto 1: Chegada com boa receptividade do Sr Bonifácio.  Da esquerda para direita:  Teófilo, Bonifácio, Fabio, Andrea, Laerte, Peter, Renato e (filho do Sr. Bonifácio).

Deixamos os carros estacionados na casa do Sr. Bonifácio.

 Pelo tardar da hora, decidimos acampar num pasto, próximo ao rio, cerca de 800m do iníco das cristas da montanha.

 Dia 2 - 30/03/13 (Acampamento base - Cume da Serra da Bulcaina)


Desarmamos o acampamento e iniciamos a caminhada cerca de 8h30.  Não há trilhas no local.  Caminhamos cerca de 10 minutos em uma área de pasto até alcançar o início da crista.  
Foto 2:  Aproximação - cruzando o pasto.  

O princípio da subida já nos deu uma amostra de como seria o percurso:  alta declividade (trechos com mais de 60 graus) com gramíneas e canelas de ema. Subimos trecho a trecho maravilhados com a beleza do local e a singularidade daquelas cristas que às vezes chegavam a ter cerca de 2 metros de largura. Levamos cerca de 3 horas para vencer 600 metros de desnível até a parte alta da crista na cota 1000.  A partir de daí,  o percurso ficou mais suave, mas ainda estávamos a alguns quilômetros e a mais de duzentos metros de desnível do nosso destino.


Foto 3:  Fabio caminhando rumo ao cume da Serra da Bulcaina.

Às 16h30 chegamos ao topo da Serra da Bulcaina.  Cansados e felizes! Preparamos uma pirca e deixamos um livro de cume (na verdade um pequeno caderno) para que outros caminhantes e montanhistas registrem sua visita a esta bela montanha.  Espero que você se anime a conhecê-la.

 Foto 4:  Pirca com caixa do livro de cume.




Foto 5: Cabeças e botas unidos na chegada ao cume.

 Felizmente, encontramos bons lugares para acampar  no cume. 

  Foto 6: Andrea e Fabio ao lado de sua barraca.

 Dia 3 - 31/03/13 (Cume da Serra da Bulcaina - Casa do Sr Bonifácio - Brasília)

O dia nasceu lindo!  A montanha nos envolveu com uma gostosa sensação de plenitude e integração.

 Foto 7:  Nascer do sol.

Foto 8: Grupo no amanhecer (Fabio, Andrea, Laerte, Peter, Renato e Teófilo).

Continuamos nas cristas para descer.  Denominamos nosso trajeto de Via da Ferradura pelo formato do percurso.  As descidas foram super íngrimes,  com vários trechos instáveis e com pedras soltas. Não utilizamos corda porque não havia pontos de ancoragem.  Fizemos uma progressão lenta para aumentar nossa segurança.

Próximo ao final, o grupo se dividiu: Peter, Renato e Teófilo desceram pelo vale; e Andrea, Laerte e Fábio seguiram pela crista.  Chegamos à conclusão que o melhor trajeto é caminhar pela crista. Apesar de ser necessário subir e descer algumas vezes,  o capim baixo facilita muito a progressão.  A opção do vale era mais curta e mais difícil.  O grupo teve que atravessar bambuzais, capim alto e desníveis acentuados.

 Foto 9: Descendo a Serra.

Foto 10:  Laerte no trecho final de descida.

Próximo ao meio dia, chegamos à casa do Sr. Bonifácio e sua família.  Eles nos receberam com alegria, ansiosos para que contássemos como foi a aventura.  Aproveitamos para comer um delicisoso bolo de mandioca, comprar os queijos que eles produzem e agradecer a hospitalidade.

A região da Serra da Bulcaina merece muitas outras visitas.  Valeu demais a ótima companhia de todos que participaram dessa expedição.  São eles:
Andrea Zimmermann,  Fabio França, Laerte Cardoso, Renato de Oliveira, Teófilo das Neves e Peter ...

Elaborado por:  Andrea Zimmermann
Fotos: Andrea Zimmermann e Fabio França

 




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Travessia Leste- Oeste da Serra do Paranã


A Serra geral do Paranã se extende por aproximamente 200 km no sentido Norte-Sul, entre os municípios goianos de Alto Paraiso e Formosa. No entanto, no seu limite norte, a serra possui um trecho com orientação leste-oeste, limitado ao norte  pelo vale do Moinho, e ao sul  pelo vale do Rio Macacão. Foi este trecho leste-Oeste que percorremos no feriado de 2 a 4 de novembro deste ano de 2012.

Na sexta, dia 2 , chegamos (Andrea, Fabio  e Orlando) sem pressa em Alto Paraiso. Lá chegando fomos encontrar os outros participantes da caminhada, o Gunnar e o Arthur. Acabou que o Gunnar desistiu de caminhar, mas se ofereceu a nos deixar no início da caminhada, próximo ao  ponto onde o Vale do Moinho se junta ao Vale do Paranã, e onde a topografia da serra do paranã permite um acesso à sua parte alta.

Subindo a serra, sem trilha
O início da caminhada foi um trecho íngreme, com muitas pedras soltas e vegetação de Cerrado. Começamos à caminhar por volta das 15 horas, e gastamos o resto da tarde para vencer os cerca de 600m de desnível até a parte alta da serra. A progressão horizontal foi mínima, uns 4 km no máximo.

|Por do sol no primeiro acampamento
No início ficamos preocupados com o Arthur, pois esta seria sua primeira caminhada de travessia, levando a casa na mochila. Mas ele se mostrou à altura de desafio, e enfrentou a pirambeira com disposição!



Nossa grande preocupação era a água, escassa no topo de serras, ainda mais  no final da estação seca no Planalto Central. Começamos a caminhada com cerca de 4 litros por pessoa, mas tivemos a sorte de encontrar um leito de riacho que embora sem água corrente, tinha algumas poças que permitiram completar os cantis.

Trecho da trilha no topo da serra


No dia seguinte, no topo da serra, tivemos a surpresa de encontrar já uma trilha de crista, que seguimos. A temperatura agradável devido ao dia nublado e  a existencia de trilha nos permitiram caminhar sem dificuldade. O  percurso da caminhada, no topo da serra, oferecia  vistas tanto do vale do Macacão quanto do vale do Moinho, além das serras do Pouso Alto mais além à noroeste.

Panorama do topo da serra


No percurso, trechos de cerrados e campos se sucediam, um mais belo que o outro. Mas água que é bom... nada! Finalmente achamos mais um riacho com algumas poças de água de cor acinzentada.... Filtramos como foi possivel, mas não ajudou muito. Enchemos as garrafas mesmo assim, e Aproveitamos para comer alguma coisa por alí mesmo. Já era por volta de meio dia, e já contávamos com umas 4 horas de caminhada até ali.

Florestinha de arnica


Continuamos seguindo a trilha e cerca de uma hora depois tivemos a felicidade de econtrar um córrego permanente, com água corrente e transparente! Paramos novamente para beber muita água, renovar o estoque do líquido nas mochilas e descansar mais um pouco.

Campos do topo da Serra


O mapa indicava que estávamos muito próximos da trilha cavaleira que dá acesso ao vale do rio Macacão, uma velha conhecida de incontáveis caminhadas. De fato, uns trezentos metros mais para frente encontramos esta trilha, e decidimos passar a noite em uma área de camping na trilha para a cachoeira do Sertão Zen.



Alguém sabe quem é este sujeito?


Chegamos por volta das 17 horas à área de acampmento, com tempo de sobra para um bom banho no rio do Sertão Zen, bater papo, e até tirar um cochilo quando começaram a cair alguns pingos.

Por sinal, o tempo foi extremamente camarada com a gente: as nuvens sempre escondendo o sol, o vendo ajudando a amenizar o calor  e só um pinguinho ou outro de vez em quando. Só choveu mesmo  na noite de sábado para domingo, quando já estávamos confortavelmente instalados nas barracas.

Depois da chuva, flores!
No domingo, acordamos em estilo "relax" já que estar no Sertão Zen era como estar em casa. Arrumamos tudo e por volta das 9 descemos até a cachoeira, que o Arthur ainda não conhecia. Garoava um pouco, mas não chegou a atrapalhar.

Panorâmicado topo da cachoeira do Sertão Zen

Por volta das 10 começamos a caminhada final para Alto Paraiso, onde chegamos por volta das 13:00, para um almoço no restaurante Avalon antes de pegar a estrada de volta para Brasília. A caminhada, no total, teve uma extensão de uns 35 km, percorridos com tranquilidade durante os três dias, com muito tempo para contemplar a paisagem, curtir o vento da montanha e confraternizar com os companheiros de trilha.

Em resumo, um feriado bem aproveitado! 

O grupo com Alto Paraiso ao fundo, momentos antes da descida final














sexta-feira, 13 de julho de 2012

Travessia do Pico da Bandeira



O Pico da Bandeira (2891m)  é a terceira maior montanha do Brasil.  Está localizado no Parque Nacional do Caparaó em MG e ES.  Tradicionalmente, a caminhada ao Pico da Bandeira é realizada num "bate volta" a partir da portaria de Alto Caparaó.  Entretanto, o lado do Parque localizado no Espírito Santo é lindo!  Paisagens de montanhas entrecortadas por rios e cachoeiras são marcantes na área de Pedra Menina.   Assim,  a forma mais bela e interessante de conhecer o Pico da Bandeira é fazer a travessia:  Acampamento da Macieira (acesso pela portaria de Pedra Menina/ES) - Cume - Portaria de Alto Caparaó.  Fizemos a travessia em julho de 2012.


Chegamos ao acampamento da Macieira à tarde.  Deixamos as mochilas prontas para um ataque alpino à montanha. 



Às 3 horas da manhã começamos a caminhar.   A noite estava espetacular!  A lua cheia no céu iluminava de tons prateados a vegetação ao lado da trilha.  A sinalização facilitou nosso deslocamento à noite e chegamos antes do sol nascer no cume do Pico da Bandeira.  Fomos presenteados com belas paisagens dos vales iluminados pelo sol ao amanhecer.  





  Depois de cerca de 2 horas no cume,  seguimos em direção à área de acampamento Casa Queimada e mais adiante para o Terreirão.  A trilha está toda sinalizada.  A equipe do ICMBio tem trabalhado para conter erosões, manter as trilhas e a sinalização.  Lembre de colaborar para os cuidados com as trilhas e lugares de acampamento sempre que estiver em ambientes naturais.





Chegamos à Tronqueira onde os carros estavam nos esperando cerca de 14h.

 Mais informações sobre o Parque Nacional do Caparaó e as oportunidades de visitação:
http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao/guia-do-visitante.html


 Elaborado por: Andrea Zimmermann
Fotos: Andrea Zimmermann



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Serra do Pouso Alto - O "cume" do Planalto Central


A Serra do Pouso Alto é o ponto mais alto do Planalto Central.  Está localizada a aproximadamente 5 km de Alto Paraíso no Estado de Goiás e a apenas 2 km da rodovia GO 518.  Embora seja o ponto mais alto do Planalto com 1665 metros de altitude,  a Serra não é considerada uma montanha propriamente dita pois a altura da base ao cume não passa de 100 metros.  Mesmo assim, o lugar é lindo e é um ícone das terras altas da região central do país.

Como a caminhada é curta, não nos apressamos para começar.  Saímos de Brasília cerca de 9h do dia 21 de abril de 2012 (Andrea, Fabio e Teo).  Combinamos de encontrar o Renato, que veio de Minaçu,  no restaurante Oca Lila, em Alto Paraíso .  Depois de um delicioso almoço vegetariano,  nos preparamos para colocar as botas na trilha.

Até a base da Serra, caminhamos por campos de pepalantus floridos em um desnível muito suave.
    Início da caminhada pelas trilhas de coletores de sempre-vivas. 

    Campo de pepalantus. 

Subimos a Serra por um vara mato básico, entre pedras e arbustos.  Nem sinal de trilha. Antes de chegar ao topo, passamos por uma área plana onde acampamos.

Alcançamos o cume do Pouso Alto cerca de 16h30.  Aproveitamos a linda luz de final de tarde para apreciar a vista dos vales da região.
   Andrea no cume da Serra do Pouso Alto.

    Da esquerda para direita: Teófiolo, Renato, Andrea e Fabio 

Antes de escurecer, voltamos para armar o acampamento e curtir o pôr do sol com uma boa conversa e um visual maravilhoso.

    Pôr do sol na Serra do Pouso Alto.

No dia seguinte, tomamos café da manhã e descemos a Serra por um novo caminho,  fazendo uma travessia.  Chegamos ao carro por volta de 10h.

Foi uma rápida e  bela caminhada.  Deixou um gostinho de quero mais!

Dica:  A área onde acampamos não tinha água.  Recomendamos encher os recipientes de água antes de começar.

Participantes: Andrea, Fabio, Teófilo e Renato.

domingo, 25 de março de 2012

Travessia Oeste - Leste do Morro do Buracão

Participaram: Fabio,  Roberto  Hochin,  Teofilo

Partimos de Brasilia por volta das 09:00 de sábado, saindo em direção a Alto Paraiso de Goiás. O asfalto da  GO-118  está bem melhor do que estava no começo do ano, então a viagem até a chapada foi tranquila e sem incidentes. De Alto Paraiso pegamos a estrada para São Jorge, parando no rancho do Seu Waldomiro por volta de meio dia. Estando lá, não resistimos: caimos matando na "Matula", um prato típico que é a especialidade da casa. Depois de almoçados, saimos sem cerimônia para pegar no pesado: Encaramos 4 km de asfalto, com sol de rachar, até o ponto de acesso à crista oeste do Morro do Buracão.

Saimos da estrada no rumo da encosta, e logo já estávamos subindo em terreno bastante inclinado.
O calor e a inclinação logo cobraram o "pedágio" aos três: precisamos dar uma parada de alguns minutos em uma sombra providencial para recuperar as forças. Mas é assim mesmo: como diz o ditado, "é com sol e ladeira que se forja um bom caminhante".

O  terreno continuou inclinado, inclusive com alguns trechos de "escalaminhada" nos quais o Roberto precisou de uma mãozinha por não estar acostumado a esse tipo de terreno. Finalmente chegamos na crista, que apesar de acidentada e com muitas pedras, seguia com inclinação mais suave em direção ao cume do buracão.

Mais um pouco de suor e já  chegamos no platô,  um dos dois únicos locais planos o suficiente para acampar comfortavelmente na parte alta do morro. Como já eram 16:00,  resolvemos parar por ali mesmo. O calor ainda estava grande, e a dúvida era beber muita água logo e passar sede no dia seguinte, ou segurar as pontas para sobrar água para o resto da caminhada...

Jardins de Maitrea, visto a partir do Buracão


Passamos o resto da tarde arrumando as barracas, treinando nós e contemplando a paisagem, que se extendia até o lago de Serra da Mesa. Várias nuvens de chuva dançavam no céu ao redor, mas durante toda a caminhada nenhuma resolveu nos presentear com uma ducha refrescante.

Teófilo treinando nós no acampamento




No por do sol, nos alojamos em uma pedra que era o ponto mais alto do platô onde estávamos acampados. Logo após escurecer o Teófilo já se recolheu para dormir. Eu e o Roberto ficamos até tarde proseando, sobre caminhadas, sobre a vida, sobre as estrelas.
Nuvens de chuva e por do sol. Reflexo do lago de Serra da Mesa ao fundo

 No dia seguinte acordamos bem cedo e logo arrumamos tudo, para aproveitar o frescor da manhã e caminhar com um pouquinho mais de conforto. Mas claro que não foi rápido a ponto de esquecer do espetáculo do nascer do sol no Buracão...


Nascer do sol no Buracão

Amanhecer  no acampamento

Os primeiros raios de sol  iluminam o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Recolhido o acampamento partimos decididos.  Para o alto e avante!  Subindo a crista, passando por um primeiro cucuruto onde existe um marco da Comissão Nacional de Cartografia, e logo chegando ao ponto mais alto do Buracão. Dalí em diante, só descida.


Teófilo ao lado do marco da CONCAR
Tô cansaaaado!
No topo do Buracão
Seguimos descendo, e depois de um trecho bastante inclinado e acidentado, chegamos na outra área de acampamento, que nos brindou com uma pequena nascente. Aproveitamos para nos refrescar e matar a sede acumulada desde o dia anterior. Para aqueles que desejarem repetir a travessia, é importante lembrar que esta nascente pode estar seca entre os meses de maio a outubro, portanto não é água para se contar como certa.


Morro da Baleia visto do Buracão
Depois do platô a descida vai se tornando cada vez mais fácil, com apenas alguns trechos mais acidentados se interpondo entre cristas e platôs mais planos, seguindo um alinhamento de totens que algum excursionista se deu ao trabalho de montar para marcar o caminho. Um pouco mais para baixo, já começam a aparecer sinais de trilha, que vai se tornando mais e mais bem marcada até a ponta da crista leste do Buracão, já tocando a estrada de  asfalto que vem de Alto Paraiso.

Quase no final da trilha, com a parte mais alta do morro ao fundo
Meio dia em ponto chegamos de volta ao carro, exatas 23 horas após o início da caminhada. Quase um dia completo, mas que durou e valeu como nenhum outro. E pensar que foram só 8,5  km de trilha.....